sexta-feira, 26 de novembro de 2010

IDEALISMO E A EDUCAÇÃO

O idealismo do ponto de vista da Teoria do Conhecimento é o nome genérico de diversos sistemas filosóficos, segundo os quais o ser ou a realidade são determinados pela consciência, ou seja, são as idéias que produzem a realidade, porque “ser” significa “ser dado na consciência”.
Hegel (1970-1831) – Foi um importante pensador idealista do século XIX, desenvolveu a filosofia do movimento, do ”vir a ser”, era um idealista lógico.
Para explicar a realidade em constante processo, ele não utiliza a lógica tradicional, mas estabelece os princípios de uma outra lógica, a dialética, da qual deriva um novo conceito de razão e história, pois argumenta que a razão é histórica, portanto, o presente é visto como resultado de longo e dramático processo. Ele divide a dialética em três momentos: a tese, antítese e síntese.
Hegel defende uma corrente filosófica que prioriza o espírito ou a consciência na reflexão a respeito da realidade exterior. Ele idealiza a realidade humana em constante mudança e sujeita a uma lei: a dialética, em que a racionalidade humana “é o próprio tecido do real e do pensamento”, a manifestação das idéias. É através desse movimento, chamado de Razão, que se passa por todos os graus: a Natureza Inorgânica, a Natureza Viva, a Vida Humana Individual, A Social e até mesmo a Cultural.
Para Hegel, a educação é um meio de espiritualização humana, cabendo ao Estado incentivar esse processo.  O Estado não absorve toda a personalidade do educando, apenas oferece condições e critérios para que este a desenvolva. Segundo Hegel, o homem deve tudo ao Estado, e é no Estado que o homem encontra o fundamento para sua formação e ação, pois o Estado é representação objetiva do Espírito Absoluto, por isso a educação hegeliana, busca por um homem que vá abandonando o “eu” em estado subjetivo e, objetivando-se, para que com os demais, venha participar de um momento do Espírito Absoluto.
Fichte (1762 – 1814) - Foi contemporâneo de Hegel, valorizava muito a educação. Fichte é um homem para quem todo conhecimento e toda ciência tem que estar submetida ao serviço da ação moral.
Fichte é um dos primeiros representantes do ativismo e do voluntarismo em Pedagogia, sendo o mais alto representante da educação de Estado e da escola nacional. Parte da idéia de que a natureza humana não nos é dada, mas na medida em que nos afirmamos como sujeitos, vamos nos humanizando, capazes de consciência de si e de afetividade livre. Ele destaca a educação como indispensável para o renascimento e a grandeza da Alemanha, pois na sua visão o fim ultimo da educação é a humanidade.
Ele foi também um dos primeiros defensores da escola unificada, ao pedir a educação para todos em todos os graus, segundo a capacidade e independentemente da posição econômica e social dos alunos, colocando o Estado como o responsável de instaurar esta escola nacional e unificada. Para ele, o conhecimento é uma atividade subordinada que tem por objeto permitir a ação e propor ao homem esta ação. O eu é plenamente aquilo que é quando atua moralmente.
Schelling (1775 – 1854) - Foi uma personalidade intelectual muito diferente de Fichte, ele parte da intuição, onde a razão subjetiva é indissociável com aquela objetiva. Sua corrente filosófica é baseada no Sistema do Idealismo Transcendental, ou seja, que pertence à pura razão e é a anterior a qualquer experiência. Esse sistema leva a uma nova perspectiva ao sujeito, isto é, não são as coisas que ditam a veracidade, simplesmente, mas o sujeito também, com toda a complexidade que lhe envolve. Sujeito e objeto formam um todo, para se chegar à verdade.
Outros filósofos como Schleiermacher e Von Humboldts e os poestas Goethe e Schiller, são representantes da pedagogia do neo-humanismo, segundo Franco Cambi, historiador de educação, o tema pedagógico desses autores citados, é a formação humana, idealizando o homem integral, capaz de conciliar dentro de si sensibilidade e razão, desenvolvendo liberdade interior e organização, junto a uma relação viva com a cultura.
REFERÊNCIAS 
  • ARANHA, M. L. A. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. São Paulo: Moderna, 2008.
  • Garcia Morente, Manuel. Fundamentos de filosofia: lições preliminares. São Paulo: Mestre Jou, 1980.
  • Diálogo com os Filósofos. Disponível em: <http://www.dialogocomosfilosofos.com.br/category/idealismo/> Acesso em: 18 out. 2010.

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